Quão curioso é passar os olhos sobre o passado e perceber - alegremente! - como o tempo nos faz pessoas novas.
Hoje posso dizer que sou uma pessoa feliz, apesar de não ter ainda realizado em minha vida o que a tornaria completa.
Mas sim - sou feliz! Sou feliz porque respondi à pergunta que intrigava minha alma, e sou livre porque me libertei das superficialidades que acorrentavam meu coração, limitando minha felicidade.
É porém óbvio que não alcancei a plenitude, e nem mesmo de longe a perfeição. Mas posso vislumbrá-las, e o sentir-me caminhando para elas é para mim motivo de grande saciedade anímica!
Convém deixar claro o motivo de minha sóbria alegria. Todas as perguntas que me deslocavam no mundo convergem em uma só resposta: meu encontro pessoal com Deus e meu início na caminhada da conversão. Sei que isso soa clichê, mas não há nada mais real, vivo e autêntico do que ter Deus na guia de minha vida. Só o sabe quem o vive.
Quanto a mim, posso dizer que enquanto tentei viver por mim mesma, estive mergulhada em um mar de confusões. Agarrei-me à minha carreira, à minha inteligência, ao meu namoro, à minha aparência, às minhas projeções de futuro, a comparar-me com os outros. Tudo foi-se mostrando vão e insuficiente. Minha carreira, incerta. Minha inteligência, pouca. Meu namoro, superficial. Minha aparência - que alegria posso tirar daí? Minha mania de comparação foi aos poucos me imobilizando e destruindo minha capacidade de sonhar.
Desapegar-me de tudo o que imaginei que eu era e encontrar-me com quem sou de verdade, assumir minhas fraquezas, meus pecados, minhas mesquinharias fez-me despir da "felicidade" imagética para assumir uma felicidade que considera tudo isso, e me responde no desejo mais íntimo de meu coração.
E o que é a felicidade, senão viver plenamente de acordo com o que o coração mais profundamente deseja?
sábado, 16 de agosto de 2008
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