
Pobre coração, por que não te emendas e torna-tes sincero comigo?
...
Não, não estou curtindo tanta fossa assim. Minha tristeza deriva-se mais da constatação do que pude ser e não fui; de tudo de que abdiquei; da pessoa em que me transformei, menos desafiadora e menos interessante do que era; de tudo o que não questionei; do que deixei de ser para unir-me a algo que hoje não me completa e não me traz felicidade.
Como encontrar-me de novo com quem um dia fui? Como apagar as certezas que absorvi sem questionar? Como despertar o meu interesse em mim mesma?
Sei que não costumo ouvir minha alma, o que talvez fosse interessante fazer nesse momento...
Minha alma me aconselha a buscar novos ares, nova liberdade, novos desafios. Minha alma me aconselha a não voltar à mesma situação de sempre, e a jamais aceitar ser amada pela metade. Minha alma tem sede de completude, de brilho nos olhos, do coração mais sincero e mais motivador que houver na face da Terra. Minha alma tem sede de empolgação, e dos sonhos que me deixei podar. Acho que está na hora de ouvi-la.
Parafraseando Clarice Lispector, "Meu Deus, me dê a coragem"...

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