Olá!
Para desenferrujar este blog há muito esquecido, partilho um soneto de Machado de Assis que - acredite! - estava afixado num ônibus!
Chama-se "À Carolina", mas poderia bem chamar-se "A Marcio"(rs), pois partilho dos mesmos sentimentos de nosso grande literato.
A CAROLINA
Querida, ao pé do leito derradeiro
Em que descansas dessa longa vida,
Aqui venho e virei, pobre querida,
Trazer-te o coração do companheiro.
Pulsa-lhe aquele afeto verdadeiro
Que, a despeito de toda a humana lida,
Fez a nossa existência apetecida
E num recanto pôs um mundo inteiro.
Trago-te flores, - restos arrancados
Da terra que nos viu passar unidos
E ora mortos nos deixa e separados.
Que eu, se tenho nos olhos malferidos
Pensamentos de vida formulados,
São pensamentos idos e vividos.
Machado de Assis
sexta-feira, 15 de julho de 2011
terça-feira, 1 de setembro de 2009
Nossa!! Já faz 1 ano que não posto nada!!
Um ano de incríveis mudanças... tantas que não dá pra lembrar rapidamente.
Por ora, deixo uma oração que diz muito sobre o que sou hoje:
"Dai-me Senhor meu Deus o que vos resta.
Aquilo que ninguém vos pede.
Não vos peço o repouso nem a tranquilidade;
Nem da alma nem do corpo;
Não vos peço a riqueza nem o êxito da saúde;
Tantos vos pedem isso, meu Deus, que já não vos deve sobrar para dar.
Dai-me senhor, o que vos resta.
Dai-me aquilo que todos recusam.
Quero a insegurança,
e a inquietação,
Quero a luta e a tormenta.
Dai-me isso, meu Deus, definitivamente.
Dai-me a certeza de que essa será a minha parte para sempre.
Porque nem sempre terei a coragem de vo-la pedir.
Dai-me, senhor, o que vos resta,
dai-me aquilo que os outros não querem.
Mas dai-me, também, a coragem, a força e a fé."
Oração do Paraquedista
Um ano de incríveis mudanças... tantas que não dá pra lembrar rapidamente.
Por ora, deixo uma oração que diz muito sobre o que sou hoje:
"Dai-me Senhor meu Deus o que vos resta.
Aquilo que ninguém vos pede.
Não vos peço o repouso nem a tranquilidade;
Nem da alma nem do corpo;
Não vos peço a riqueza nem o êxito da saúde;
Tantos vos pedem isso, meu Deus, que já não vos deve sobrar para dar.
Dai-me senhor, o que vos resta.
Dai-me aquilo que todos recusam.
Quero a insegurança,
e a inquietação,
Quero a luta e a tormenta.
Dai-me isso, meu Deus, definitivamente.
Dai-me a certeza de que essa será a minha parte para sempre.
Porque nem sempre terei a coragem de vo-la pedir.
Dai-me, senhor, o que vos resta,
dai-me aquilo que os outros não querem.
Mas dai-me, também, a coragem, a força e a fé."
Oração do Paraquedista
sábado, 16 de agosto de 2008
O Retorno
Quão curioso é passar os olhos sobre o passado e perceber - alegremente! - como o tempo nos faz pessoas novas.
Hoje posso dizer que sou uma pessoa feliz, apesar de não ter ainda realizado em minha vida o que a tornaria completa.
Mas sim - sou feliz! Sou feliz porque respondi à pergunta que intrigava minha alma, e sou livre porque me libertei das superficialidades que acorrentavam meu coração, limitando minha felicidade.
É porém óbvio que não alcancei a plenitude, e nem mesmo de longe a perfeição. Mas posso vislumbrá-las, e o sentir-me caminhando para elas é para mim motivo de grande saciedade anímica!
Convém deixar claro o motivo de minha sóbria alegria. Todas as perguntas que me deslocavam no mundo convergem em uma só resposta: meu encontro pessoal com Deus e meu início na caminhada da conversão. Sei que isso soa clichê, mas não há nada mais real, vivo e autêntico do que ter Deus na guia de minha vida. Só o sabe quem o vive.
Quanto a mim, posso dizer que enquanto tentei viver por mim mesma, estive mergulhada em um mar de confusões. Agarrei-me à minha carreira, à minha inteligência, ao meu namoro, à minha aparência, às minhas projeções de futuro, a comparar-me com os outros. Tudo foi-se mostrando vão e insuficiente. Minha carreira, incerta. Minha inteligência, pouca. Meu namoro, superficial. Minha aparência - que alegria posso tirar daí? Minha mania de comparação foi aos poucos me imobilizando e destruindo minha capacidade de sonhar.
Desapegar-me de tudo o que imaginei que eu era e encontrar-me com quem sou de verdade, assumir minhas fraquezas, meus pecados, minhas mesquinharias fez-me despir da "felicidade" imagética para assumir uma felicidade que considera tudo isso, e me responde no desejo mais íntimo de meu coração.
E o que é a felicidade, senão viver plenamente de acordo com o que o coração mais profundamente deseja?
Hoje posso dizer que sou uma pessoa feliz, apesar de não ter ainda realizado em minha vida o que a tornaria completa.
Mas sim - sou feliz! Sou feliz porque respondi à pergunta que intrigava minha alma, e sou livre porque me libertei das superficialidades que acorrentavam meu coração, limitando minha felicidade.
É porém óbvio que não alcancei a plenitude, e nem mesmo de longe a perfeição. Mas posso vislumbrá-las, e o sentir-me caminhando para elas é para mim motivo de grande saciedade anímica!
Convém deixar claro o motivo de minha sóbria alegria. Todas as perguntas que me deslocavam no mundo convergem em uma só resposta: meu encontro pessoal com Deus e meu início na caminhada da conversão. Sei que isso soa clichê, mas não há nada mais real, vivo e autêntico do que ter Deus na guia de minha vida. Só o sabe quem o vive.
Quanto a mim, posso dizer que enquanto tentei viver por mim mesma, estive mergulhada em um mar de confusões. Agarrei-me à minha carreira, à minha inteligência, ao meu namoro, à minha aparência, às minhas projeções de futuro, a comparar-me com os outros. Tudo foi-se mostrando vão e insuficiente. Minha carreira, incerta. Minha inteligência, pouca. Meu namoro, superficial. Minha aparência - que alegria posso tirar daí? Minha mania de comparação foi aos poucos me imobilizando e destruindo minha capacidade de sonhar.
Desapegar-me de tudo o que imaginei que eu era e encontrar-me com quem sou de verdade, assumir minhas fraquezas, meus pecados, minhas mesquinharias fez-me despir da "felicidade" imagética para assumir uma felicidade que considera tudo isso, e me responde no desejo mais íntimo de meu coração.
E o que é a felicidade, senão viver plenamente de acordo com o que o coração mais profundamente deseja?
quarta-feira, 26 de março de 2008
Perfil 26/03/2008
"Em meio à morte, a vida persiste. Em meio à inverdade, a Verdade persiste. Em meio à escuridão, a luz persiste"
(Mahatma Ghandi)
***************************
Eu quero amar, quero amar até o extremo, até doer.
Não posso me contentar com pouco, não posso me doar pela metade.
Eu quero o máximo do que Deus tem pra mim e quero o máximo do amor que posso dar e receber!
Eu preciso me apaixonar a cada dia! Eu preciso conhecer até onde posso chegar!
Mais que isso, como qualquer ser humano, eu preciso ser amada por completo, com paixão e infinitude!
Minha vida precisa ter um sentido inexorável e desafiador, pelo qual se possa viver e morrer!
(Mahatma Ghandi)
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Eu quero amar, quero amar até o extremo, até doer.
Não posso me contentar com pouco, não posso me doar pela metade.
Eu quero o máximo do que Deus tem pra mim e quero o máximo do amor que posso dar e receber!
Eu preciso me apaixonar a cada dia! Eu preciso conhecer até onde posso chegar!
Mais que isso, como qualquer ser humano, eu preciso ser amada por completo, com paixão e infinitude!
Minha vida precisa ter um sentido inexorável e desafiador, pelo qual se possa viver e morrer!
domingo, 2 de dezembro de 2007
Perfil 02/12/2007
.
A inquietude faz parte do meu ser, porque sei que posso ser melhor do que já fui, em todos os aspectos.
Busco a serenidade em Deus, e confio que na minha fraqueza não sou eu quem me governa.

"Aprendi com a primavera a me deixar cortar.
E a voltar sempre inteira."
(Cecília Meirelles)
O caminho para todas as coisas grandiosas passa pelo silêncio. (Nietzsche).
A inquietude faz parte do meu ser, porque sei que posso ser melhor do que já fui, em todos os aspectos.
Busco a serenidade em Deus, e confio que na minha fraqueza não sou eu quem me governa.

"Aprendi com a primavera a me deixar cortar.
E a voltar sempre inteira."
(Cecília Meirelles)
O caminho para todas as coisas grandiosas passa pelo silêncio. (Nietzsche).
sexta-feira, 16 de novembro de 2007

Pobre coração, por que não te emendas e torna-tes sincero comigo?
...
Não, não estou curtindo tanta fossa assim. Minha tristeza deriva-se mais da constatação do que pude ser e não fui; de tudo de que abdiquei; da pessoa em que me transformei, menos desafiadora e menos interessante do que era; de tudo o que não questionei; do que deixei de ser para unir-me a algo que hoje não me completa e não me traz felicidade.
Como encontrar-me de novo com quem um dia fui? Como apagar as certezas que absorvi sem questionar? Como despertar o meu interesse em mim mesma?
Sei que não costumo ouvir minha alma, o que talvez fosse interessante fazer nesse momento...
Minha alma me aconselha a buscar novos ares, nova liberdade, novos desafios. Minha alma me aconselha a não voltar à mesma situação de sempre, e a jamais aceitar ser amada pela metade. Minha alma tem sede de completude, de brilho nos olhos, do coração mais sincero e mais motivador que houver na face da Terra. Minha alma tem sede de empolgação, e dos sonhos que me deixei podar. Acho que está na hora de ouvi-la.
Parafraseando Clarice Lispector, "Meu Deus, me dê a coragem"...
quinta-feira, 15 de novembro de 2007

"Eu não tinha esse rosto de hoje,
assim calmo, assim triste,
assim magro,
nem estes olhos tão vazios,
nem o lábio amargo
eu não tinha estas mãos sem força,
tão paradas e frias e mortas
eu não tinha este coração
que nem se mostra
eu não dei por esta mudança tão simples,
tão certa, tão fácil
em que espelho ficou perdida minha face?"
(Cecília Meirelles)
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"A Valsa", Camille Claudel
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